Atas das reuniões

15/01/2020

ATA da 70º Reunião Ordinária do CBH Curu

ATA DA 70ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO CBH CURU.

Aos cinco dias do mês de dezembro do ano de dois mil e dezenove, no Auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), em Paracuru/Ce, realizou-se a 70ª Reunião Ordinária do CBH-Curu. A reunião teve como objetivos: Apresentar o trabalho contemplado para a “Comenda Antônio Zaranza”; o Plano de Comunicação do CBH Curu; as Tendências da Estação Chuvosa para 2020 pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME); a Assiduidade das instituições do CBH Curu na Gestão 2016 à 2020 e o Planejamento das Atividades do CBH Curu para o Ano 2020. Estiveram presentes Meiry Sakamoto representante da FUNCEME e Everardo Alves Moreira, Usuário de Apuiarés indicado para a Comenda Antônio Zaranza e os seguintes membros: USUÁRIOS: P/P. Francisco Charles Lopes Barbosa (Associação Comunitária dos Moradores da Comunidade de Pedras I – General Sampaio); Luís Rodrigues Siqueira (Associação Comunitária Nossa Senhora do Rosário – General Sampaio); P/P. João Rafael Muniz Silva e P/P. Artur Moraes (Companhia de Água e Esgoto do Ceará/CAGECE – Itapipoca); Carlos Lopes dos Santos (Associação Sementes do Amanhã – Caridade); Fernando Antônio Peroba Grangeiro (Fazenda Grangeiro – Paracuru); José Severino Filho ( Audipecupe – Pentecoste); Maria Alice de Sousa Lima ( Colônia de Pescadores Profissionais e Artesanais e Aquicultores Z-16 – Pentecoste) e Raimundo Marciano Barbosa Alves (Associação Comunitária das Famílias Rurais de Melancias dos Ferreiras- São Luís do Curu). SOCIEDADE CIVIL: P/P. Maria da Conceição Patrício Gomes (Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores(as) Familiares de Apuiarés); Antônia Cláudia Andrade Santos (Associação Comunitária Vila Nova – Caridade); Raimunda Solange Martins de Sousa (Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores(as) Familiares de General Sampaio); Paulo Eduardo Andrade Bento (Associação Beneficente Frei Diogo – Paramoti); Francisco Ênio Martins (Federação das Associações Comunitárias de Itatira); Raimundo Iran Pereira da Silva (Associação Comunitária de Lagoa da Porca – Paracuru); José Orismídio Ferreira Rocha (Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores(as) Familiares de Paramoti); Francisco Jorge Ferreira da Silva (Associação Comunitária Cultural, Educacional e Agrícola do Vale do Curu – São Luís do Curu) e Antônio Roberto Cordeiro Abreu (Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores(as) Familiares de Tejuçuoca). PODER PÚBLICO MUNICIPAL: Maria Gracilene Marques dos Santos (Prefeitura Municipal de Apuiarés); P/P. Diêgo Vieira de Araújo (Prefeitura Municipal de General Sampaio); Francisco das Chagas Alves e Francisco Evaristo Lopes Maciel (Prefeitura Municipal de Irauçuba); Antônia Cláudia Guerra Almeira (Prefeitura Municipal de Itatira); Djalma Peres Teixeira (Prefeitura Municipal de Paracuru); Daniel Pessoa Gomes da Silva (Prefeitura Municipal de Pentecoste); Ricardo Abreu Barroso (Prefeitura Municipal de São Luís do Curu) e Leonardo Cordeiro de Sousa (Prefeitura Municipal de Paraipaba). PODER PÚBLICO ESTADUAL/FEDERAL: Francisco Danilo Almeida Santos (5ª Coordenadora Regional de Saúde/CRES – Canindé); Matheus Fernandes Martins (Secretaria do Meio Ambiente/SEMA – Fortaleza); Adail dos Santos Garcez (Superintendência Estadual do Meio Ambiente/SEMACE – Fortaleza); Lincon Freire Apoliano (Secretaria de Desenvolvimento Agrário/SDA – Fortaleza); Inês Prata Girão (Secretaria de Recursos Hídricos/SRH – Fortaleza); Eduardo Firmiano Menezes (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas/DNOCS – Pentecoste); Pedro Lira Pessoa (Fundação Nacional de Saúde/FUNASA – Pentecoste); Antônio Alzemar de Oliveira (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará/EMATERCE – São Luís do Curu) e Antônio Glayson Aguiar Guimarães (Instituto do Desenvolvimento Agrário do Ceará/IDACE – Fortaleza). SECRETARIA EXECUTIVA – Gerência Pentecoste: Marcelo Bezerra (Coordenador do Núcleo de Gestão); Cláudia Alves (Assistente Administrativa I do Núcleo de Gestão); Heleni Viana (Técnico de Nível Superior II do Núcleo de Gestão) e Wellington Oliveira (Analista em Gestão de Recursos Hídricos do Núcleo de Gestão). A reunião teve início com o presidente, Daniel Gomes agradecendo a presença de todos os membros do Comitê, dos demais visitantes e técnicos da Cogerh de Pentecoste, do Professor Cledeilson do Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologias do Ceará (IFCE) e seus alunos, da disciplina de Gestão de Bacias Hidrográficas, falou também da importância de uma aproximação do Comitê com a academia, citou as Universidades e os Instituto Federais como fundamentais no processo de Gestão de Recursos Hídricos, nas questões ambientais e de Educação. Falou da problemática ambiental posta hoje com a política do atual governo, que é extremamente preocupante, falou que a Academia tem muito a contribuir no contexto ambiental e social, falou que era Superintendente do consórcio de resíduos sólidos, autarquia que está sendo implantado no Vale do Curu que engloba, de início, cinco (5) municípios, são eles: Pentecoste, Apuiarés, Itapajé, Irauçuba e General Sampaio, devendo num futuro próximo, incluir mais os municípios de Umirim, Tejuçuoca e São Luís do Curu, falou que está em fase de implantação um viveiro de produção de mudas nativas no município de General Sampaio, e que essa unidade terá um raio de alcance de quinze (15) municípios, não alcançando Paracuru, mas, nada impede de uma parceria da unidade produtora de mudas com o IFCE e com outras instituições de pesquisas em meio ambiente. Dando continuidade, lembrou que em todas as reuniões o Mazinho Oliveira faz o momento de oração, mas como ele ainda não tinha chegado, tomou a iniciativa de fazê-lo. Concluído o momento de reflexão, o presidente passou a dar os seguintes informes: fez uma síntese sobre o Programa de Apoio ao Fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas – Pró-Comitê, que é uma estratégia proposta pela Agência Nacional das Águas (ANA), direciona os recursos, a partir da aprovação pelo CONERH do quadro de metas, e que após cumprir 90 % das metas será liberada a primeira parcela e que o governo estadual já tem conhecimento da situação sobre o Pró-Comitê; falou da boa representatividade dos representantes das Bacias do Ceará no Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográfica (Encob), que aconteceu em Foz do Iguaçu no Paraná, onde o Comitê do Curu esteve representado por ele, enquanto presidente, Severino Filho e Mazinho Oliveira. Informou ainda sobre a pauta desta reunião: uma apresentação que será realizada por Everardo Alves, apicultor e meliponicultor de Apuiarés, indicado pelo CBH Curu para receber a Comenda Antônio Zaranza de 2019 e a Agência de Desenvolvimento Local (ADEL) que receberá a mesma Comenda no ano de 2020, ambas, aprovadas pela plenária do CBH Curu. Informou sobre o plano de comunicação do CBH Curu e que já houve uma reunião do Grupo de Trabalho que visa dar visibilidade ao Comitê sobre o que é e o que faz este colegiado. Informou também que a meteorologista, dra. Meiry Sakamoto, da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME) fará uma apresentação sobre as tendências da estação chuvosa para 2020 e a COGERH, enquanto Secretaria Executiva, fará uma apresentação sobre a assiduidade das instituições membros do CBH Curu, no período de 2016 a 2020. Para finalizar, será feito o planejamento das atividades para o ano de 2020. Dando início a pauta, o presidente convidou a dra. Meiry Sakamoto, representante da FUNCEME. Na ocasião ela iniciou dizendo que mostraria não previsões, mas tendências, mostrou os mapas trimestrais de como foram as chuvas de 2019, e as porcentagens das probabilidades das chuvas que ficariam dentro da média pluviométrica, mostrou a distribuição das chuvas no Estado, com maior volume no centro/norte, chuvas acima da normal climatológica, menor volume no centro/sul, chuvas abaixo da normal climatológica. Mostrou que os municípios do alto Curu foram os mais prejudicados pelas baixas precipitações. Mostrou um mapa da quadra chuvosa da Bacia do Curu como um todo, do acumulado (fevereiro, março, abril e maio) de 1976 até 2019, apresentou a média da bacia que é de 578 mm e que ao longo desses anos poucas vezes ultrapassou a média, ou seja, a maior parte dos anos ficaram abaixo da média. Mostrou dados que indicam que 2019 foi melhor do que 2018, e que somente no médio Jaguaribe, onde fica o Castanhão, está com a situação pior do que no ano passado. Prosseguindo a palestra, passou a falar das tendências e iniciou pelo Oceano Pacífico, mostrando o aquecimento das águas da superfície na faixa equatorial, registrados nas últimas quatro (4) semanas e que as cores vermelho alaranjado, representam anomalia positiva, ou seja, mais quente que o normal, e a cor azul, mais fria que o normal e se for branco é entorno da normal, ou seja, entorno da média, no momento não tem El niño, nem La niña, a condição no momento é de neutralidade, uma boa notícia, mostrou através de uma animação como são os dois fenômenos, isso significa que o oceano Pacífico deve continuar na condição neutra. Segundo Meiry, não basta olhar só o pacífico, tem que olhar também o oceano Atlântico. Ela explica que as cores são indicadas para água quente, temperatura acima da normal de cor vermelha; água fria, temperatura abaixo da normal de cor azul e cor branca com temperatura dentro da normal. Mostrou um mapa da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) do Oceano Atlântico. A condição atual do Atlântico apresenta uma neutralidade. Apresentou uma previsão para o acumulado dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, com uma baixa confiabilidade devido os estudos basearem-se nas chuvas da pré-estação e com as chances das chuvas ficarem abaixo da normal e um não bom início da estação chuvosa, lembrando que o acumulado nesse período na bacia é de 192 mm. Os modelos americano e europeu mostram um Dipolo negativo, ou seja, mais quente no oceano Atlântico Tropical sul e mais frio no norte com o oceano Pacífico esfriando, ela observa que esses modelo não trazem muita confiabilidade na previsão. Nas suas considerações finais apresentou: tendências, maior probabilidade de condição neutra no Oceano Pacífico; a dependência das condições do Oceano Atlântico; necessidade de fazer o monitoramento e verificar como deverá ficar a condição do Atlântico com uma baixa previsibilidade da temperatura do oceano tropical, pois sua bacia é pequena e muito dinâmica e pode se alterar mais rapidamente. O primeiro prognóstico climático deve ser divulgado na segunda quinzena de janeiro de 2020, após o processamento de todos os modelos e dados disponíveis, uma previsão um pouco mais confiável para os meses de fevereiro, março e abril. O presidente agradeceu a presença da palestrante e já fez o convite para no final de janeiro, provavelmente no dia trinta (30), durante a reunião ordinária de avaliação de operação, fazer as previsões para a quadra chuvosa. Daniel Gomes, em seguida explica que o Fórum Cearense de Comitês de Bacias (FCCB), que é uma instância colegiada que agrega os doze (12) Comitês do Estado do Ceará, resolveu homenagear aquelas pessoas ou instituições pelos relevantes serviços prestados no âmbito da bacia, chamada de Comenda Antônio Zaranza, este que foi um dos grandes estudiosos dos recurso hídricos no Estado do Ceará, e todos os anos os Comitês de bacias agraciam uma pessoa ou uma instituição. Então, convidou o Sr. Everardo Alves, da Comunidade Lagoa das Pedras, do município de Apuiarés para dar início a sua apresentação. Este, disse que era apicultor e meliponicultor, explicou que iniciou os seus trabalhos, em 2005, com a meliponicultura, sem nenhuma experiência. Há três (3) anos tinha iniciado as pesquisas sozinho, cinco anos depois já tinha dez (10) pessoas, quando formou-se um grupo, isso foi se disseminando, hoje no Vale do Curu existem cinco (5) grupos, onde foi formado o “Rede Néctar do Sertão”. Como isso se deu? Foram selecionados dois (2) membros de cada grupo para fazer um curso com a duração de cinco (5) meses para formar essa rede, com a finalidade de fortalecer a atividade. Explicou as etapas de produção do mel a partir das abelhas jandaíra, sem ferrão e a africanizada (Ápis mellifera), conhecida como abelha-italiana, com ferrão. Mostrou todos os equipamentos necessários para o desenvolvimento de sua atividade, bem como respondeu todas as perguntas formuladas pelos presentes. Falou que a jandaíra é uma abelha seletiva, e citou os nomes da sua flora apícula como: jurema, pau-d’arco, aroeira, angico, cumaru, imburana todas nativas e rejeita as exóticas, como a algaroba, e que a quantidade de mel depende da florada e da quadra chuvosa e que a produção em ano bom de chuva a produção é de dois a três litros por colmeia. A jurema preta é quem sustenta as abelhas no verão, florando de junho a outubro. Para finalizar, Everardo falou que o melhor mel do mundo é o do Nordeste, e que o maior problema na atividade é a falta de organização dos produtores. Daniel Gomes mais uma vez agradeceu a presença e a palestra do Sr. Everardo Alves, eleito para receber a Comenda Antônio Zaranza de 2019, e deixou o convite aos alunos do IFCE, para visitar o meliponário de Apuiarés. O presidente falou que em Pentecoste existe uma discussão sobre a implantação de um meliponário escolar, para trabalhar com a rede municipal de ensino. Falou também do Parque Estadual Botânico do Ceará, em Caucaia, que tem um trabalho muito bom, denominado de “parque escola”, e que a visita pode ser agendada pelo site da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), salientou que a meliponicultura é crucial para a conservação do meio ambiente e chamou atenção para o viveiro de General Sampaio que tem potencial para produção de mudas, inclusive está-se discutindo a possibilidade de regionalização do equipamento para servir de produtor de mudas nativas para toda a região nos trabalhos de florestamento e reflorestamento. O presidente lembrou ao palestrante que seu prêmio será entregue no dia 27/02/2020, no Fórum Cearense, com uma nova apresentação de seu trabalho para os representantes das outras onze (11) bacias do Estado do Ceará. Em seguida aconteceu o sorteio de algumas garrafas de mel entre os presentes. Dando continuidade, Daniel apresentou alguns informes, falou que aconteceu o XXI Encontro Nacional de Comitês de Bacias (XXI Encob), ocorrido em Foz do Iguaçú no Paraná, e que nesse encontro foram apresentadas cinco (5) Moções, uma delas perdeu o objeto, porque tratava do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FUNERH), e houve uma atualização na lei da Política Estadual de Recursos Hídricos, e o fundo deixou de existir e passou a se chamar de fonte, porém as outras quatro (4) Moções que refletiram o posicionamento do nosso Comitê, frente principalmente, as questões nacionais, que foram: contrária a redução da participação social, tanto no Conselho Nacional de Recursos Hídricos como nas outras instâncias colegiadas; o descontingenciamento dos recursos financeiros para os perímetros irrigados; a garantia de recursos financeiros para o programa nacional de revitalização de bacias hidrográficas e contrário ao Projeto de Lei (PL) do Marco Regulatório de Saneamento Básico. Todas essas propostas foram apresentadas ao Fórum Cearense de Comitês de Bacias, sendo aprovados por unanimidade, foram propostas da plenária final, acompanhado de duzentos e vinte e três (223) Comitês de Bacias do Brasil inteiro, sendo todas as Moções aprovadas por unanimidade. Acompanharemos o desenrolar dos acontecimentos. Foi aprovado também duas moções do Comitê do Acaraú, uma diz respeito ao derramamento de óleo no litoral nordestino, inclusive o Complexo Portuário do Pecém, de forma preventiva, instalou barreiras de contenção na Barra do rio Curu e na foz do rio Jaguaribe e a outra Moção aprovada, é contrária a revitalização do projeto de exploração da mina de Itataia, que fica entre Santa Quitéria e Itatira, essa mina tem um potencial de exploração de fosfato e urânio, materiais radioativos, e que para sua exploração requer grandes quantidades de água e é onde nasce o rio Curu, porém o barramento do projeto se deu por uma atecnia do projeto e que o empreendedor entrou novamente com o processo de licenciamento ambiental. O presidente informou que no XXI Encob, aconteceu uma eleição para a nova coordenação nacional, e o cearense Genesiano do Comitê da Bacia do Banabuiú é o novo Coordenador Adjunto do Fórum Nacional de Comitê de Bacia, sendo importante o Estado está dentro do contexto de discussões a nível nacional. E agora no dia 28/02/2020, teremos a oportunidade de renovar o colegiado, a mesa coordenadora do Fórum Cearense de Comitê de Bacia, com a participação do presidente do CBH Curu, pleiteando uma vaga na mesa coordenadora, ampliando os debates do CBH Curu também a nível Estadual e nacional. Logo a seguir, Daniel apresentou o quadro de metas do Pró-Comitê. Definiu o Pró-Comitê como um programa da Agência Nacional de Águas (ANA) que visa o fortalecimento dos Comitês de Bacias Hidrográficas, de todo Brasil. Esse programa prevê um repasse de R$ 500.000,00, por Estado, por ciclos de avaliação, aproximadamente R$ 42.000,00 por Comitê de Bacia, e visa o fortalecimento das atividades dos comitês, e que cada comitê é quem define as ações necessárias, e esse ano o Estado do Ceará aderiu ao programa. Para isso, o comitê tem que cumprir uma série de indicadores relacionados a vários componentes, como por exemplo, o funcionamento do Comitê de Bacia e explicou todo o quadro de metas, citando os indicadores, como: aprovação do quadro de indicadores e metas; instrumento formal de criação; regimento interno e reuniões ordinárias, e tudo isso é o que nós já fazemos, todas essas informações têm que ser repassadas pelo site para a ANA, para que as metas sejam consideradas cumpridas. Ainda dentro do quadro, cita os indicadores do componente número dois (2): capacitação de membros novos; plano de capacitação, implementação e monitoramento do plano de capacitação. Daniel explicou que o CBH Curu já faz duas capacitações por ano e que em 2020 a capacitação será em abril, devido as renovações do Comitê e da diretoria, então a capacitação de 2019 ficará para 2020, inclusive a diretoria está tentando trazer um palestrante da ANA, para auxiliar na capacitação, especialmente dos novos membros. Já o plano de capacitação, implementação e monitoramento será tratado ao longo do ano, porque o nosso ciclo de avaliação será 2021, avaliando 2020, e só receberemos os recursos, na sua integralidade se cumprirmos todos esses indicadores, caso aconteça de cumprimos apenas parcialmente os indicadores o recurso será também parcial, o Estado do Ceará que será avaliado e não somente do CBH Curu, ou seja, caso algum comitê não cumpra integralmente, refletirá nos demais; componente de comunicação, no CBH Curu o Grupo de Trabalho visa dar visibilidade as ações do Comitê. O quarto componente é o cadastro nacional das instâncias colegiadas, dentro do sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos, envolvendo o conhecimento dos membros, como atua cada instituição que é membro do Comitê de Bacia? Dra. Inês Prata pede a palavra para propor como ponto de pauta para a próxima reunião uma explicação para a aplicação do questionário do perfil dos membros, para facilitar o conhecimento de quem são os membros do comitê, pois essa explicação já aconteceu no CBH Litoral e deixou uma margem de erro. O quinto componente, apresentado pelo presidente, são os instrumentos com os indicadores: termo de referência para o plano de bacia ou plano de enquadramento, estudos para a implementação da cobrança, aprovação de cobrança, revisão do plano e revisão de cobrança. Essas etapas de indicadores são deixadas para o último ciclo de avaliação, esse programa tem uma proposta de avaliação de cinco anos, nós colocamos o plano de bacia e o enquadramento para o último ano, porque normalmente um plano de bacia não é um instrumento que se construa da noite para o dia, é uma ação a longo prazo. Hoje, o CBH Curu tem um plano, porém está desatualizado, já no enquadramento não existe uma metodologia definida para a avaliação do enquadramento na região do semiárido. Esse programa deixa a possibilidade de se utilizar de um outro indicador, caso o não cumprimento de alguma meta, a ANA disponibilizou outras metas chamadas “guarda-chuva”. Citou as duas metas guarda-chuva, a alocação negociada do Vale do Curu e dos reservatórios isolados, Marcelo Bezerra citou também as Comissões Gestoras como parte das metas. O sexto componente, indicador de acompanhamento de avaliação, de auto-avaliação do Comitê, que é feito pelo Comitê ou pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CONERH). Para as previsões, Daniel falou de doze comitês de bacias, com uma data de início, outubro de 2019, ou seja, o Estado do Ceará aderiu, fez a capacitação, pactuou o quadro de metas, por isso estamos aptos para receber os recursos federal da ANA, destinado a Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) e esta ainda vai definir quem será o órgão gestor do programa, com a previsão do final do contrato, que é setembro de 2025, portanto, são cinco anos de avaliações. Dando prosseguimento, Daniel passou a palavra para Heleni Viana para que ela apresentasse a assiduidade das instituições do CBH Curu no ano de 2019 e na Gestão de 2016 à 2020, Heleni iniciou explicando que foi definido pela Comissão Coordenadora de Renovação (CCR) que a assiduidade seria um dos critérios para as instituições que são membros do Comitê num possível empate de disputa no 7º Congresso de Renovação do CBH Curu, daí ela apresentou a assiduidade de 2019, quando mostrou e leu uma tabela com os nomes das instituições, o número de reuniões realizadas no ano, as respectivas frequências e o percentual de presença por reunião. Na gestão de 2016 a 2020, mostrou o número de reuniões ordinárias e extraordinárias, no seu total e para cada ano da gestão, bem com a porcentagem de presença de cada instituição durante o mandato. O presidente continua com uma explicação sobre a vacância na diretoria, e que foi devido a saída da Secretária Adjunta Elizangela, Secretária de Agricultura de Apuiarés, devido a mudanças na gestão do seu município e a proximidade da renovação do Comitê e da Diretoria, o mesmo optou pela permanência da vacância. Daniel avisa que com relação a instalação do viveiro de mudas nativas de General Sampaio e a SEMA está propondo um processo de gestão compartilhada e regional desta unidade, que tem a possibilidade de beneficiar quinze municípios da região, sendo onze da Bacia do Curu, inclusive membros do Comitê, são eles: General Sampaio, Canindé, Irauçuba, Itapajé, Tejuçuoca, Paramoti, Caridade, Itatira, Apuiarés, Pentecoste devem receber em breve um ofício informando a realização de uma reunião e marcando um segundo momento para que os municípios façam a adesão oficial, um termo de cooperação que será firmado entre a SEMA e os municípios. Fechando a pauta, o presidente apresentou uma tabela com o “Planejamento das Atividades do CBH Curu para o ano 2020”, leu as sugestões, deu sugestões e também ouviu sugestões para a aprovação pela plenária. Para finalizar, Daniel agradeceu mais uma vez a presença de todos e desejou um feliz natal e um ano novo repleto de felicidades. Encaminhamento: Dra. Inês Prata propôs para a próxima reunião uma explicação para a aplicação do questionário do perfil. Sem mais pronunciamentos, o presidente agradeceu mais uma vez a presença de todos e deu por encerrada a reunião. E nada mais havendo a tratar, eu Wellington Maciel de Oliveira, analista em gestão de Recursos Hídricos da Cogerh de Pentecoste, elaborei a presente Ata que vai ser aprovada e assinada pelos membros…………….

……………………………………………………………………………………………………..

………………………………………………………………………………………………….…. ……………………………………………………………………………………………………..

………………………………………………………………………………………………………

…………………………………………………………………………………………………………………………………….

………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………

veja mais atas